Livro "História" - Heródoto

Para os antigos a palavra dada em juramento mútuo (normalmente em nome de algum deus e/ou por algum ritual) era bastante literal. Por exemplo, certa vez entre dois amigos um desejava a mulher do outro e propôs um acordo: "cada um daria ao outro aquilo que mais desejassem". O marido, não atentando ao desejo do colega por sua esposa aceitou, e recebeu do ardiloso o melhor daquilo que este detinha em seus tesouros. Na hora de reciprocar, descobrindo o marido que seu amigo queria sua esposa, afirmou que o pedido não podia estar incluído no acordo, mas frente a insistência do outro e do juramento prestado, cedeu.

É interessante notar que tais acordos eram reconhecidos como ardilosos pelas "vítimas", mas não as permitia acusar a honra, nem a ética/moral, do proponente. Há outros exemplos, no livro, de propostas ardilosas em acordos juramentados - aqueles que não examinam com atenção aos termos do acordo acabam vítimas e cúmplices.

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